YOGA

Por: Lucile de La Reberdière

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É na respiração que o Eu se encontra.

Ritual de higiene de vida, o yoga nasceu na Índia há mais de 5000 anos. Na sua origem era praticado pelos sábios, os “sadhus”, que o utilizavam com o propósito de limpar o organismo e aumentar o nível de energia, a fim de se prepararem para a meditação. Tradicionalmente, associa exercícios físicos e desenvolvimento espiritual. O yoga sobreviveu até aos nossos dias como uma prática de bem-estar, que visa alcançar saúde física e mental.

Porquê e para quem?

Democratizado na Europa e nos EUA a partir dos anos 60/70, associou-se progressivamente às práticas de bem-estar mais reconhecidas, ao proporcionar uma resposta concreta aos problemas de stress da sociedade ocidental. O yoga baseia-se em três pilares:

  • as posturas, designadas por “asanas”- que se subdividem em várias categorias de acordo com o que procuramos trabalhar no corpo: posturas de equilíbrio, invertidas, alongamentos, etc.;
  • os exercícios respiratórios ou “pranayama”. Por exemplo: a respiração alternada, que permite fazer circular o ar profundamente no sistema respiratório, tapando alternadamente uma das narinas; o “kapalabati”, que serve para expulsar energicamente o ar e as bactérias que este contém. Todas as técnicas permitem libertar as vias respiratórias, limpar a zona ORL e clarificar o espírito. Os exercícios de pranayama possibilitam, ainda, a conexão do praticante com o fio condutor de toda a prática: a sua própria respiração. No yoga a respiração propõe-se ser um portal para as profundezas de si próprio.

A estes dois pilares junta-se a meditação ou “dhyana”- o ponto alto da prática de yoga por permitir uma profunda descontracção e estado de consciência ligeiramente alterado.

O yoga convida à escuta interior, à calma, à abertura face a si próprio, melhorando simultaneamente a elasticidade dos tecidos e das articulações, a amplitude torácica, a tonicidade muscular, o equilíbrio e a desintoxicação do corpo. Faz-se muitas vezes acompanhar de recomendações da medicina indiana ayurveda, nomeadamente a adopção de uma alimentação vegetariana e massagens para facilitar a prática.

O yoga convém a qualquer pessoa. É indicado particularmente para as mais sedentárias, é benéfico para pessoas que sofrem de stress, insónias e dores nas costas. Não sendo um desporto, o yoga oferece uma forma suave de exercício e convida à escuta do próprio corpo.

A prática de yoga

No hatha yoga tradicional enfatizam-se o relaxamento, a consciência da respiração e as posturas. Contraria-se a lentidão. É a forma mais adaptada a quem se está a iniciar. O hatha yoga originou vários tipos de yoga: o Vinyasa, um yoga dinâmico que encadeia posturas sincronizadas com a respiração (próximo do Yoga Ashtanga); o Yoga Iyengar, nome do seu fundador, que dá primazia ao alinhamento do corpo com a ajuda de acessórios; ou ainda o Yoga Nidra, uma meditação deitada, guiada pelo instrutor através da sensações do corpo. A estas diferentes correntes, vieram juntar-se nos últimos anos, várias versões de yoga específicas para diferentes públicos: Yoga Bikram (praticado numa sala aquecida a 40 graus), Yin Yoga ou yoga restaurativo (séries de alongamentos mantidos durante vários minutos para dissipar as tensões), Hatha Flow (uma mistura de Hatha Yoga com Vinyasa), Yoga Luna (dedicado ao sistema hormonal feminino), Yoga sentado (para idosos ou pessoas em cadeiras de rodas), Yoga pré-natal, Yoga para crianças, Yoga do Riso, ou Yoga suspenso...

A aula de yoga

De estúdio para estúdio, as aulas de yoga variam em função do nível de dificuldade (iniciantes, intermédios ou avançados) e do estilo de yoga que é ensinado. Algumas aulas começam com meditação, enquanto outras dedicam o final de aula a este tempo de quietude.

A saudação ao sol - série de posturas simples e repetitivas - serve geralmente como aquecimento na maioria das aulas de Hatha, Vinyasa e Ashtanga Yoga. Qualquer que seja a linha de yoga, o final da aula tem sempre um tempo dedicado ao relaxamento em “savasana” (postura do cadáver).

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