SOMATOPATIA

Por Lucile de La Reberdière

Em https://www.annuaire-therapeutes.com/index-des-disciplines

Somatopatia: Quando o corpo fala

Os acontecimentos traumáticos da vida imprimem a memória corporal. Esses resíduos podem ir muito atrás no tempo, até ao momento da concepção ou mesmo até à história familiar dos antepassados.

O organismo constitui o receptáculo das emoções associadas a esse traumatismo que, não evacuadas, podem alterar a saúde. Diz-se então que o corpo somatiza. A somatopatia descobriu que a somatização deixa vestígios físicos de micro-anomalias detectáveis sob os dedos ao nível de ou através de uma mudança de densidade dos tecidos, por exemplo. A terapia considera que o que é perceptível de modo táctil pode ser corrido manualmente.

Uma sessão: para quem e para quê?

A somatopatia nasceu dos trabalhos do osteopata Maurice-Raymond Poyet, que desenvolveu uma osteopatia informacional e não apenas estrutural. O seu trabalho foi prolongado pelo de Pierre-Camille Vernet, que fundou a Escola de Somatopatia em Ardèche. A somatopatia interessa-se por três parâmetros a que chama níveis de organização: a natureza da vivência traumática em causa, os sentimentos e emoções associados e o momento em que se exprime o traumatismo assim como os seus ciclos de repetição.

Essas informações chamadas "lesões somáticas" são detectáveis pelo terapeuta em diferentes localizações (ossos, suturas, membranas, órgãos) e por micro movimentos do crânio. Para identificá-los, o terapeuta é auxiliado pelo Movimento Respiratório Primário (MRP), que A somatopatia considera como o próprio movimento da vida.

Por se conectar com a memória do corpo, esta terapia permite desincrustrar experiências traumáticas antigas, antes mesmo do nascimento. A somatopatia admite, assim, que é possível sofrer ao nível psico emocional acontecimentos que não vivemos directamente mas nos foram contados ou transmitidos por pessoas com quem estamos afectivamente ligados.

Sendo uma terapia manual suave, não manipulativa, ajuda a ultrapassar acontecimentos dolorosos mas acalma também as dores crónicas musculares, articulares ou orgânicas, as cefaleias, as vertigens, os choques desportivos, as situações pós operatórias, mal-estar, perturbações da fecundidade, da gravidez e do recém-nascido.

Algumas informações úteis sobre uma sessão

O terapeuta procura sobretudo estar à escuta, ao nível sensorial e empático. Procede a gestos correctivos dos mecanismos de lesões que detecta, para libertar a pessoa da dor e dos medos ou emoções associados à perturbação. Baseia-se numa prática manual que tem origem na osteopatia. Não há manipulação, nem estalar, nem mobilização estrutural da coluna vertebral, nem massagem, gestos reservados aos médicos, quinesioterapeutas e osteopatas.

O técnico é designado por somatopata. Pode ser um osteopata com esta especialização, um terapeuta manual ou ainda uma parteira. A prática é diferente da somatoterapia.

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