SHIATSU

Por Marie Courtneau

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Shiatsu: a terapia japonesa por pressão digital.

De origem japonesa, shiatsu significa literalmente pressão dos dedos (shi= dedos e atsu=pressão). O shiatsu faz parte das tradições milenares de técnicas manuais asiáticas. Com grande influência da medicina tradicional chinesa, os japoneses desenvolveram há 1300 anos uma técnica de massagem própria, a anma. Há cerca de um século surgiu a massagem shiatsu como a conhecemos hoje, que rapidamente se propagou pelo mundo inteiro.

O shiatsu utiliza sobretudo a pressão dos dedos e das mãos para aliviar dor ou desconforto e restabelecer a circulação de energia. Por vezes o terapeuta recorre também aos seus próprios braços, joelhos ou pés para estimular pontos reflexos do paciente.

Existem duas grandes correntes de shiatsu: a primeira foi fundada por Tokujiro Namikoshi e tem uma visão puramente física. Exerce pressão nas zonas com tensão muscular e em pontos específicos. A segunda corrente, por vezes designada por Zen Shiatsu, foi desenvolvida por Shizuto Masunaga e integra amplamente os fundamentos da medicina tradicional chinesa na sua dimensão energética (yin e yang, meridianos, 5 elementos, etc.). Esta linhagem de shiatsu trabalha com os pontos de acupunctura (“tsubos” em japonês) que estão situados ao longo dos meridianos, e visa equilibrar a circulação de energia através da estimulação destes pontos.

Para quem e porquê?

O shiatsu foi reconhecido em 1955 pelo ministério da saúde japonês como prática terapêutica destinada a pessoas de todas as idades. Permite eliminar as tensões do dia-a-dia e é sobretudo uma abordagem de bem-estar físico e emocional. De uma forma geral, o shiatsu permite reduzir o stress e as tensões, reforçar as defesas imunitárias e promover a descontracção física e psíquica.

Apesar de haver ainda poucos estudos sobre a sua eficácia, parece ser uma abordagem válida para questões reumáticas (artroses, artrites, lombalgias, cervicalgias, torcicolos), ginecológicas (náuseas, ciclo menstrual...), respiratórias, digestivas e psicológicas (ansiedade, angústia). Há ainda estudos sobre o possível benefício em doentes com esquizofrenia.

A sessão

Na primeira sessão o praticante faz um diagnóstico de saúde através do toque, escuta, odores, palpação do pulso e observação da língua. O paciente deve estar vestido com roupas leves e de preferência com fibras naturais e deita-se num futon (colchão fino) ou, por vezes, numa cadeira própria, no caso do shiatsu sentado (anma).

Contrariamente à acupunctura, o shiatsu não utiliza agulhas e mantém um contacto directo com o corpo ao longo da massagem. É um trabalho osteo-articular que permite o relaxamento das tensões. Ao longo da massagem, o terapeuta vai dando indicações sobre a respiração para a sincronizar com o ritmo das pressões que são exercidas. Quem recebe shiatsu descreve geralmente uma sensação de relaxamento e, simultaneamente, de presença. Cada massagem tem uma duração de cerca de 35 a 40 minutos.

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