ROLFING® ou INTEGRAÇÃO ESTRUTURAL

Por Lucile de La Reberdière

Em https://www.annuaire-therapeutes.com/index-des-disciplines

Rolfing®: Realinhar com Rolfing®

Rolfing é uma terapia manual para realinhamento postural. Foi desenvolvida na década de 1950 pela médica de bioquímica americana, Ida Rolf. Também chamado de "Integração Estrutural", o Rolfing considera o corpo como um conjunto de blocos musculares, alinhados ao longo de um eixo central. Quando os desequilíbrios surgem, os músculos devem compensar essa linha, criando tensão e dor.

O Rolfing é baseado numa manipulação suave, que visa reestruturar o corpo realinhando-o no seu eixo central. A prática pode corrigir distúrbios músculo-esqueléticos, tensões e más posturas, mas também oferece uma ferramenta para um melhor conhecimento de si mesmo. O Rolfing alivia a dor crónica, aumenta a vitalidade, traz auto-confiança e bem-estar geral.

Uma sessão: para quem e para quê?

O Rolfing assume que existe uma ligação entre morfologia, psicologia e respostas fisiológicas. Para os seus praticantes, os Rolfers, o corpo armazena memórias de experiências passadas.

O estilo de vida sedentário diante dos ecrãs, o stress e os “pesos” existenciais afectam a maneira como nos suportamos. O homem e a mulher do século XXI estão dobrados, compactados, comprimidos. Choques, traumas e más experiências, físicas ou emocionais, são impressas na fáscia. Esses tecidos conjuntivos revestem o corpo e envolvem cada músculo. Eles também são encontrados nos tendões e nos ligamentos, extremidades fibrosas envolvidas na mobilidade articular e esquelética. Juntas, as fáscias suportam todo o corpo. Composta de colagénio, a proteína mais abundante do corpo humano, responsável pela elasticidade dos tecidos, as fáscias são maleáveis e dotadas de resiliência. Por outras palavras, elas são capazes de se reestruturar se forem ajudadas pelas manipulações e massagens profundas de Rolfing, um primo da osteopatia.

Para Ida Rolf, "a gravidade é o verdadeiro terapeuta": o Rolfing ajuda a trazer à tona a verticalidade natural. Executados numa direcção específica, os movimentos actuam como uma reeducação funcional da postura e do movimento. Gradualmente, eles modificam a relação do corpo com a força gravitacional. Ao recuperar a consciência de seu eixo, o paciente verticaliza-se, recupera o seu equilíbrio físico e mental. Mantém-se direito, deixa de sofrer com a gravidade e com as suas implicações.

O Rolfing é para pessoas com distúrbios músculo-esqueléticos, com falta de ar ou que desejam desenvolver a consciência corporal, mas não só. O método atrai cada vez mais pessoas interessadas em Rolfing como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal.

Algumas informações úteis para uma sessão com um rolfer.

O Rolfing é para todos: de bebés a idosos. Baseia-se num protocolo completo de 10 sessões, com duração de aproximadamente 1h15, com espaço de quinze dias a três semanas. Para cada sessão, uma meta é definida. As sessões 1 a 3, são chamadas de "superficiais", libertam a respiração, abrem espaço nas laterais do corpo e promovem a ancoragem. As sessões 4 a 7 são as "profundas", procuram reposicionar a lombar e a cabeça. As sessões 8 e 10 são as "integrativas", aprofundam o trabalho de acordo com as necessidades do paciente. Segue-se um período de integração durante o qual o corpo continua a reajustar-se. Sessões detalhadas serão consideradas ou não.

O terapeuta trabalha com pressão lenta, palpações, mobilizações e alongamentos. Trabalha com os dedos, as palmas das mãos, os punhos ou os cotovelos para amolecer os tecidos moles, nos quais existem bloqueios e tensões encapsuladas. Graças a uma relação essencial de confiança, o corpo pode ser scaneado por completo: dos dedos dos pés à caixa craniana, através do pavimento pélvico e até dentro da boca. Por entrar em contacto com a memória corporal, o Rolfing pode gerar reacções emocionais: raiva, fadiga, lágrimas e até risadas são um sinal de libertação de energia, acolhida sem julgamento pelo terapeuta.

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