RADIESTESIA

Por Maria Leal

Radiestesia: um dos sentidos potenciais do ser humano

A Radiestesia é uma técnica ancestral que surge no Ocidente com a necessidade de localizar nascentes de água, mas também, por exemplo, um objecto perdido. Na sua forma mais antiga era chamada rabdomância. Pode ser realizada com um pau ou um pêndulo.

Apesar de objecto de ridicularização pela ciência, que tem dificuldade em perceber o seu funcionamento, acontece, por vezes, que, em certos processos de inquérito policiais, se recorra a ela. Nestes casos, e à semelhança do que acontece com as pessoas com capacidades mediúnicas, o radiestesista "acede" ao local em causa, ou antes, à informação vibratória que dele emana.

Tradicionalmente, e ainda hoje, os vedores foram procurados para encontrar lençóis de água, apurando o seu sentido de radiestesia e utilizando um vime ou pau dobrado em V. Por isso, a Geobiologia integra sempre os conhecimentos do radiestesista.

A radiónica (mesa radiónica) é também praticada com o auxílio de um pêndulo.

A partir dos anos 80, Etienne Guillé e as suas equipas de estudo deram a este sentido da radiestesia a sua mais nobre expressão, desenvolvendo o estudo duma linguagem vibratória da vida, a que mais tarde chamarão linguagem quântica da vida – auxiliados por um pêndulo que, em si mesmo, é apenas um prolongamento do braço do investigador, atravessado por impulsos electromagnéticos. Há uma electrofisiologia e uma electrobiologia do corpo humano e, consciente disso, o ser humano pode projectar numa grelha de letras e números, a configuração dos campos de forças relacionados com cada realidade. Desenvolve, desse modo, um dos sentidos que nele existem potencialmente, o sentido da radiestesia, a que recorreram, por exemplo, cientistas famosos como o casal Curie.

O método não é complicado na sua operacionalização: a diferença de potencial criada pelas vibrações emitidas por um objecto ou conceito sobre o qual uma das mãos é colocada cria uma perturbação que percorre o caminho dos meridianos de acupunctura, a hipófise, a glândula pineal e as supra-renais e, finalmente, através dos nervos, dos músculos e da rede capilar dos dedos da mão que segura um pêndulo, vai ser amplificada por este último. O sentido de rotação e as direcções adoptadas sobre um círculo, a amplitude e o número de batimentos permitem organizar a leitura da informação em função de um léxico e de uma gramática definidos.

A grande questão colocada pelo método é a da natureza das perguntas que lhe são associadas, como em qualquer investigação: é a qualidade das perguntas que determina a sua pertinência científica e humana.

Também a componente terapêutica da radiestesia deve ser abordada com cuidado: a prática individual de exercícios de radiestesia tem um efeito terapêutico global naquele que a empreende, por permitir afinar os receptores às frequências de onda de metais e de todos reinos (mineral, vegetal e animal) que compõem o ser humano, assim como dos lugares, das ideias e das afecções, e ainda dos planetas ou das forças telúricas, ou seja, do ambiente em que o ser humano se insere, do macro e ao micro cosmos. Esta forma pode, com vantagem, ser preferida à intervenção externa, embora esta última (por outra pessoa) não seja de excluir, em determinadas condições.

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