MICRONUTRIÇÃO

Por Lucile de La Reberdière

Em https://www.annuaire-therapeutes.com/index-des-disciplines

Equilibrar os nutrientes para se sentir finalmente bem

A micronutrição é uma abordagem nutricional que privilegia um regime alimentar à base de micronutrientes, por oposição aos macronutrientes.

Micronutrientes e macronutrientes formam as duas grandes famílias de nutrientes fornecidos pela alimentação humana. Presentes em grande quantidade na alimentação, os macronutrientes constituem uma fonte essencial de energia quotidiana. Presentes em ínfima quantidade na alimentação, os micronutrientes assumem um papel não menos vital e favorecem sobretudo a assimilação dos primeiros. A saúde global do nosso organismo depende do seu equilíbrio mas esse equilíbrio é diferente para cada pessoa.

Uma sessão: para quem e para quê?

Encontram-se macronutrientes nas proteínas (carne e alguns peixes, ovos, produtos lácteos, leguminosas), nos glúcidos (cereais) e nos lípidos (óleos vegetais)

São constituídos por calorias que fornecem ao corpo a energia de que precisa.

Os micronutrientes, esses, não têm interesse do ponto de vista energético mas são indispensáveis à vida. Encontram-se nas vitaminas (13 vitaminas mais a provitamina A), nos minerais e oligo-elementos (cálcio, magnésio, selénio, ferro, entre outros), nos ácidos gordos (produtos lácteos, saturados ou insaturados) e nos ácidos aminados (24, dos quais 8 ditos "essenciais").

Garantes do equilíbrio, o seu contributo varia conforme as pessoas: crianças, adultos, grávidas, desportistas, pessoas doentes ou idosas, etc. Fala-se então de "contributo recomendado". A micronutrição baseia-se na constatação de que a nossa alimentação moderna é pobre em nutrientes por causa dos métodos de cultura, de cozedura e de transformação industrial, que têm por consequência perturbações digestivas, peso a mais, carências, diabetes, fadiga, dores crónicas, patologias cutâneas, hormonais, artrose, insónia, DMLA, osteoporose, etc.

Com apenas cerca de vinte anos, a micronutrição considera que mesmo uma alimentação equilibrada pode não corresponder às necessidades específicas de um indivíduo, porque cada metabolismo é um caso único.

Propõe então um reequilíbrio alimentar caso a caso, a partir do seu terreno de predilecção: a mucosa intestinal e o microbiota. Para isso, estuda as carências, os desequilíbrios, os déficits, mas também as alergias e intolerâncias alimentares para detectar a que nível o sistema digestivo está bloqueado.

A terapia por micronutrição alivia as perturbações funcionais da esfera digestiva, a síndroma metabólica, mas também as perturbações de humor. Sendo preventivo, ajuda a lutar contra o envelhecimento e as doenças neurodegenerativas e cardiovasculares. Acompanha também as pessoas que desejam alterar a sua relação com os alimentos, com o seu peso e com a sua higiene de vida.

Algumas informações úteis sobre uma sessão

O especialista em micronutrição procede a uma despistagem de deficiência micronutricional (DDM) e faz um questionário Dopamina-Noradrenalian-Serotonina (DNS). Estes instrumentos permitem identificar o perfil micronutricional do paciente: o tipo "déficit", de pessoas carenciadas em vitaminas, minerais ou ácidos gordos; o tipo "neuromediadores", de todos os que têm dificuldade em adormecer e necessidade de açúcar ao fim do dia; o tipo "digestivo", com inchaço, síndroma do cólon irritável; e o tipo "resistência à insulina" com gordura abdominal e diabetes.

Uma primeira visita serve para estabelecer o diagnóstico e uma dieta personalizada. Uma segunda pode ser necessária.

A micronutrição não elimina os maus alimentos em particular (os óleos ou os queijos, por exemplo, têm um interesse nutricional real), mas preocupa-se sobretudo em encontrar um justo equilíbrio nutricional, quase sempre recorrendo a suplementos alimentares. O terapeuta pode ser uma médico generalista que estou micronutrição em complemento, ou um médico nutricionista.

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