MICROCINESIOTERAPIA ou MICROFISIOTERAPIA

Redigido por Caroline Morel 

Em https://www.annuaire-therapeutes.com/index-des-disciplines

e complementado por

https://emac-edu.com/curso/microfisioterapia-microkinesitherapie, https://www.fisioclube.pt/consultas-terapias/microfisioterapia/

A microcinesioterapia: estimular a auto-cura através de micro-palpações

A microcinesioterapia é uma técnica de fisioterapia manual. É um tratamento que se baseia na palpação manual para encontrar zonas de resistência no corpo, que vão corresponder a agressões, ou traumatismos do organismo. Ela considera que o corpo tem uma memória, e que um evento traumatizante, quer seja uma agressão traumática, emocional, tóxica, virai, microbiana ou ambiental vai provocar a degradação de certos tecidos.

A estimulação manual dessas zonas vai reiniciar os mecanismos de auto-correcção, que vão permitir ao organismo tratar-se por si próprio. Para tal acontecer, o terapeuta pratica uma micro-palpação sobre pontos bem específicos.

Baseada na embriologia, na filogenia e na ontogénese, a microcinesioterapia parte do postulado de que há linhas musculares no organismo que funcionam como uma rede, e que elas podem provocar reacções em cascata. Quando estas linhas interligadas compensam demasiado, provocam bloqueios que vão criar patologias. Para a microcinesioterapia é, então, sempre preciso considerar que a zona dolorosa possa ser diferente da zona originalmente traumatizada, pois se a agressão ultrapassa a capacidade do organismo se defender, ele vai alterar-se e criar patologias «à distância».

A microcinesioterapia implementou assim, uma cartografia do corpo dividindo-o em 30 camadas corporais. Da cabeça às pernas, cada camada corresponde a uma zona articular, a um conjunto muscular e a uma víscera. Trabalhando uma camada específica, o terapeuta pode, assim, rectificar os problemas ligados à víscera ou à zona muscular correspondente.

A microcinesioterapia: para quem e para quê?

A microcinesioterapia dirige-se a adultos, jovens e menos jovens, assim como aos bebés. É, por vezes, também praticada em animais. Pode ajudar a tratar os problemas de origem muscular, articular ou as inflamações por repetição. Pode ser eficaz em sintomatologias relacionadas com os tecidos de mucosas (úlcera, infecção urinária), muscular (lumbago, torcicolos) ou nervoso (ciática, nevralgia cervobraquial). Em certas zonas da cartografia da microcinesioterapia, a palpação utiliza também o modo de resposta do neocortex, o que permite trabalhar e corrigir igualmente os bloqueios e os choques de ordem psicológica ou emocional (divórcio, luto, desvalorização, mudanças, conflitos) quer sejam recentes, ou antigos.

Algumas informações úteis sobre uma sessão

Com quem?

A microcinesioterapia é reservada aos profissionais de saúde habilitados a tratar manualmente. Médicos, fisioterapeutas, osteopatas com cédula profissional (e veterinários), garantem tratamento por profissionais com conhecimento perfeito do corpo humano (ou animal). Também psicólogos se podem habilitar a exercê-la.

Desenrolar de uma sessão

Aquando da entrevista prévia, o paciente descreve os seus sintomas e a data do seu surgimento. O paciente deita-se depois, vestido, numa marquesa. O terapeuta, através de uma palpação fina e precisa desde a cabeça aos pés, vai então procurar identificar e localizar as disfunções e as suas consequências. Esta leitura corporal procura as camadas fragilizadas da cartografia e permite encontrar a origem do(s) sintoma(s).

São os alongamentos ou as pressões praticados pelo terapeuta que vão permitir identificar, antes de tratar o tecido que está em sofrimento. Estimulando os tecidos, o terapeuta vai auxiliar a reinformar o organismo da existência da disfunção ou do bloqueio, quer seja físico ou emocional, por obrigá-lo a reagir e a fazer a própria auto-cura.

Uma sessão dura de 30 a 40 minutos. É possível que o paciente sinta uma ligeira fadiga no final de uma consulta; esta fadiga pode durar até 24 a 48 horas. É recomendado beber pelo menos 1,5 litros de água por dia enquanto a fadiga durar. É importante também evitar esforços durante algum tempo após uma sessão. Consoante os sintomas, o tratamento pode durar 2 a 3 sessões, espaçadas de 5 a 6 semanas, para deixar aos mecanismos de auto-cura o tempo suficiente para agirem.

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