MAGNETOTERAPIA

(Ver também BIOMAGNETISMO)

Por Gary Laski

Em https://www.annuaire-therapeutes.com/index-des-disciplines

Magnetoterapia: ímanes curativos?

A magnetoterapia consiste em curar com ímanes. Existem magnetoterapeutas, e máquinas de magnetoterapia que funcionam a partir de campos magnéticos pulsados.

Já Hipócrates, fundador da medicina científica, recomendava o uso do íman para favorecer a fecundidade. Como assinala Plínio, o íman seria regularmente utilizado pelos Antigos na medicina.

Ainda no séc. XVIII, o íman suscitava bastante interesse por parte dos médicos. Um cirurgião suíço, o Dr. de Harsu, publicou em 1782 um tratado fazendo o inventário de todos os seus usos. Mas a chegada de medicina farmacológica no séc. XIX fez cair no esquecimento esta disciplina.

Foi na sequência da segunda revolução industrial e com o domínio da electricidade que se desenvolveu o uso dos campos magnéticos pulsados - a magnetoterapia moderna. Esta consiste em emitir ondas electromagnéticas mais potentes que as dos ímanes tradicionais, mas também em variar a frequência dessas ondas. Smith, em 1869, e depois d’Arsonval, em 1893, foram os pioneiros desta estimulação magnética. No período entre guerras começaram a ser usados estes campos magnéticos para procurar cura para doenças cardíacas, nervosas, ou ainda dores de cabeça e reumatismos.

Durante este período, um cientista russo chamado Lakhovsky, lançou a ideia de que cada célula tem a sua própria frequência electromagnética, e que esta “ressonância” é modificada quando a célula está doente. Lakhovsky desenvolveu um gerador de campos magnéticos que pretendia restaurar a frequência original das células.

Esta tecnologia será depois estudada pelos próprios médicos, em França, no Japão, na Rússia e na Europa de Leste, apesar de sofrer em França de um cepticismo da profissão médica, que não encontra nos outros países.

De acordo com os magnetoterapeutas, os ímanes podem contribuir para curar problemas de saúdes muito diversos (dores crónicas, enxaquecas, insónias…).

Existem dois tipos de ímanes: estáticos e pulsados, que necessitam estar ligados a uma fonte de electricidade. Podem ser adquiridos ímanes estáticos ou ímanes pulsados, ou ainda consultar um magneto-terapeuta se não desejar investir num aparelho caro, que se encontra à venda na internet.

O modo de acção dos aparelhos de magnetoterapia ainda não foi plenamente compreendido, por falta de estudos suficientes. Não obstante, a magnetoterapia é estudada pela sua eficácia, nomeadamente, no campo da reeducação e reabilitação.

Uma sessão: para quem e para quê?

A magnetoterapia pode ajudar a curar ou aliviar diversas patologias tais como fracturas que não saram, artrose, esclerose em placas, incontinência urinária, enxaquecas…

São ainda atribuídos à magnetoterapia os seguintes méritos: melhoria da circulação sanguínea, regulação do ritmo cardíaco, eliminação de toxinas, melhoria da respiração, redução das inflamações, fortalecimento do sistema digestivo, apaziguamento do sistema nervoso, melhoria das funções cognitivas.

As mulheres grávidas e os pacientes portadores de pacemakers não devem nunca recorrer a esta prática. Esta deve igualmente ser proscrita para portadores de pensos transdérmicos, em caso de distúrbios da circulação sanguínea ou hipotensão.

Algumas informações úteis antes de uma sessão com um magneto-terapeuta:

Os magneto-terapeutas são raros, mas alguns terapeutas, nomeadamente nas disciplinas de manipulação (osteopatia, quiroprática, etiopatia…) poderão dispor dos aparelhos necessários para uma sessão.

O desenrolar de uma sessão de magnetoterapia consiste, em primeiro lugar, em determinar quais são os benefícios e riscos de tal prática para o paciente e, em seguida, determinar onde agir.

Os ímanes estáticos podem ser usados durante todo o dia, mas os ímanes pulsados são direccionados para o paciente, com maior ou menor distância e intensidade, dependendo da condição e do local de aplicação dos dispositivos.

Interações do Leitor

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *