HOMEOPATIA

Por Marie Courtneau

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Pouco dispendiosa e sem efeitos secundários relevantes, a homeopatia é um dos meios de tratamento mais frequentes no mundo inteiro. A sua abordagem global visa tratar antes da doença, tanto quanto a própria doença e interessa-se pelo corpo, pelas emoções, pelo mental e pelo espírito. No seu nome, a palavra "homo", que significa "igual" e "pathos" para patologia ou sofrimento, traduz a lei das similitudes sobre a qual assenta: ou seja curar um mal através dum remédio semelhante a esse mal, mas em doses extremamente diluídas. O princípio do infinitesimal consiste em levar a reacções de defesa corporais sem adoecer a pessoa. Foi Hahnemann, um médico alemão, quem inventou a homeopatia no final do século XVIII.

Quando procurava tratamentos menos violentos do que os que eram conhecidos, descobriu que a casca da quinquina, que tratava supostamente o paludismo, induzia, pelo contrário, com determinadas doses, os sintomas desta doença em pessoas saudáveis. A partir daí percebeu que uma mesma substância pode ter efeitos nocivos ou benéficos conforme as doses e o estado da pessoa. Depois de ter testado sobre si próprio centenas de substâncias vegetais, minerais e animais, Hahnemann elaborou os três princípios fundamentais da homeopatia: o semelhante cura o semelhante (similitude) as substâncias mais diluídas são mais poderosas e cada tratamento deve ser individualizado porque a doenças é única em cada indivíduo.

Uma consulta: para quê, para quem

A homeopatia é utilizada para quase todas as doenças, mas deve ser substituída por medicamentos alopáticos em caso de infecções graves.

Os problemas nervosos (estados ansiosos, depressão, perturbações do sono, espasmofilia) são uma das primeiras indicações da homeopatia, seguidos pelas infecções e sua prevenção (constipações, sinusite, dor de garganta, gripe, laringite, rino-faringite, bronquite, herpes…) e as alergias (eczema, psoriasis, febre dos fenos). Alguns estudos sublinham também a eficácia em epidemias da gripe, alergias respiratórias (dessensibilização homeopática), de diarreia, de dores como a artrose (melhoria de sintomas), a fibromialgia, a fadiga crónica, as entorses e também para reduzir efeitos secundários da quimioterapia ou dos problemas trazidos por traumatismos cranianos ligeiros.

A homeopatia aplica-se também a animais.

A primeira consulta é, em geral, bastante longa porque é muito personalizada e precisa de um inquérito desenvolvido e um exame clínico cuidado a fim de compreender a singularidade do paciente, o que pode levar a perguntas surpreendentes. O médico tenta perceber como é que o paciente reage ao meio ambiente: os seus sintomas melhoram ou pioram com o calor, o frio, a humidade, o movimento ou a imobilidade, de manhã ou à tarde? Tenta também compreender o tipo de dores que tem (queimam, picam, bombardeiam, onde se localizam, para onde irradiam…), o modo como surgiu a doença (brutal ou progressivo) ou ainda as outras perturbações que acompanham a doença (digestivos, do sono…). Este inquérito permite-lhe determinar, em milhares de medicamentos homeopáticos, aquele que corresponde melhor aos sintomas. Os homeopatas ditos unicistas prescrevem apenas um de cada vez, enquanto os pluralistas vários em simultâneo, em geral mais dois ou três para além do principal.

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