CONSTELAÇÕES FAMILIARES E SISTÉMICAS

Por Lucile de La Reberdière

Em https://www.annuaire-therapeutes.com/index-des-disciplines

Anime a sua galáxia pessoal

Esta terapia é aparentemente um jogo de papéis ou funções. O termo «constelações» deve ser entendido no sentido de «grupo». As constelações são utilizadas para clarificar, resolver ou desbloquear uma situação que envolva diversas pessoas. Aqui, o colectivo serve de ferramenta para resolver e dissolver uma dificuldade no seio da estrutura familiar, mas existem também constelações profissionais, e constelações animais.

Uma sessão para quem e para quê?

As constelações familiares e sistémicas recriam a galáxia relacional de uma pessoa com a ajuda de outros participantes. A família é considerada como um sistema humano onde todos os membros coexistem, quer vivam juntos ou não, quer se sintam a ela pertencentes ou não, que aí sejam bem-vindos ou não. Esta terapia apoia-se, assim, sobre a noção de pertença: mesmo afastados geograficamente ou na árvore genealógica, os membros de uma mesma família coexistem num tabuleiro, ou palco relacional interdependente.

Ela apoia-se amplamente na psicologia transgeracional. Pais, irmãos e irmãs, avós, tios e tias, cônjuges, famílias recompostas ou adoptivas… o método permite resolver as dificuldades em relação a um ou vários membros da família, mas também em relação aos padrões de vida do interessado. Considerada como uma terapia de curta duração, ela oferece uma leitura concreta de uma situação difícil graças à participação activa de outros participantes, que desempenham o papel dos diversos membros da família. A terapia das constelações familiares e sistémicas aplica-se em casos de conflitos do seio da família ou do casal, após um nascimento, uma adopção, um falecimento, um divórcio, face a uma doença, à dependência (adição) ou aos fracassos profissionais e sentimentais. 

Algumas informações úteis sobre uma sessão

Fundadas por um padre alemão, Bert Hellinger, as constelações familiares e sistémicas são supervisionadas por um facilitador, que usa as informações fornecidas espontaneamente para aceder, com sucesso, a uma imagem-solução. Numerosas escolas propõem formações e workshops deste método. Em França o Instituto LienPsy é uma referência, por exemplo.

Desenrolar de uma sessão

A pessoa que deseje fazer a sua constelação começa por apresentar o seu problema. De seguida ela escolhe, entre os participantes, as pessoas que vão representar os membros da sua família, implicados na situação apresentada, e posiciona-os, um por um, no espaço da sala. Depois ela sai do círculo e observa. A constelação inicia-se. Acontece então um fenómeno característico das constelações – que se pode explicar pela ressonância mórfica entre os seres vivos (que se apoia na consciência plena dos participantes): cada representante vai experimentar as emoções, sintomas físicos e opiniões da identidade que lhe foi atribuída. A encenação fornece então as informações que o facilitador da constelação usa para conduzir a uma resolução da situação proposta.

Interações do Leitor

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *